27.6.09

Mão de defunto

O frio é peculiar e parece sem fim. A chuva vem de vez em quando, fina. A umidade relativa do ar aumenta, e o tempo para as roupas secarem também. Casacos, sobretudos, luvas e demais roupas reforçadas saem dos armários, colorindo ou não as ruas. Não neva por aqui, mas há dias em que até os ossos enregelam. Pijamas por baixo da roupa cotidiana auxiliam na busca pelo calor. Banhos frios viram quentes, banhos quentes permanecem quentes. Pés gelados. Um rock antigo ainda toca baixinho na sala, mas o vento sul, que agora vem frio e intenso, começa a uivar do lado de fora da janela.

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