28.12.16

01 da manhã ela chega junto e me sussurra
num lamento
sobre o tempo que o relógio não para de tiquetaquear


e num poema curto eu respondo
enroscando os dedos no cabelo dela
que agora é amanhã mas ainda pode ser semana passada
porque tempo-espaço é relativo
e pela dobra da onda no cabelo dela
eu posso e a gente pode
01 da manhã desdobrar pra meio-dia
e sair do quarto pra ver o sol se pondo


porque de-mora na gente a pressa em se ver
mas em algum dos multiversos
eu e ela
ainda dançamos um samba num bar

[ escrito em 25.nov.2016
01:33 am  ]





[ 28.dez.2016
02:01 am
e eu querendo a dobra da onda do cabelo dela 
na ponta do meu dedo ]

Um comentário:

Geleiras disse...

Tão bem escrito e natural esse poema. com tanta poesia.
Um tom tão dificil de alcançar para alguns...