O sol estava nascendo, e jogava nos olhos dela seus pequenos raios de luz. Ao desviar o rosto da claridade, pensou nele mais uma vez. E pensou na forma como o sorriso dele também a iluminara.
Já há algum tempo não pensava nele e em tudo que ele a fez sentir. Em como o abraço dele, quente, perfumado e completamente encaixável com o corpo dela, a fazia voar pra longe de qualquer coisa -importante ou não- que estava acontecendo ao seu redor. Lembrou dos carinhos dele, da mão dele passeando levemente pelas suas costas, pelo seu cabelo, pelo seu rosto e suas bochechas vermelhas da timidez que ela não controlava. Era assim sua vida com ele, apaixonada e tranquila.
Era. Ele partiu, levando consigo toda a ilusão, a paixão e os carinhos. Mas não foi porque ele quis, e foi rápido, até. Mas nada silencioso. O caminhão bateu de frente com a moto vermelha, na qual ele tantas vezes a levara pra ver o pôr-do-sol. E ele voou, não do jeito como voava quando eles estavam juntos, mas do jeito que, quando se pousa, não há mais como voar. Nem ao menos andar. E, no caso dele, respirar. Respirar o perfume dela. Respirar o ar doce que vinha quando ela sorria. Respirar o amor que eles sentiam. Respirar ela. Ela.
Ela, sentada no banco do carro, alheia ao mundo, e desviando seu rosto do sol. E, ao desviar seu rosto, desviou seu rumo. Bateu na árvore do acostamento, muito maior e mais forte que seu automóvel. Ela não voou, mas também já não respira.
14.4.10
26.3.10
15:55
É bom saber que eu tenho amigos que saem de casa debaixo de chuva e com um friozinho irritante só pra me ver. Pra ficar das 14h até as 20h30min dentro de um shopping, jogando truco, gritando no cinema, rindo um da cara do outro. Quando estávamos dançando em cinco no jogo feito pra um, eu pensei que, bah, é bem assim mesmo: um completa o outro. Amizades sempre são assim, ninguém é tão completo que não precise de outro alguém pra sentir-se feliz.
Jayne, Mozinha, Marlon, Eric e Igor, o dia de hoje não poderia ter sido melhor, e foi tudo por causa de vocês. Vocês que me fizeram rir sem parar, que me aguentaram gritando até por causa de um fósforo, que gastaram dinheiro jogando e que, afinal, demonstraram, mesmo sem palavras, que eu tenho em quem confiar. Vou morrer de saudade de vocês, minha galerinha. :)
*-É o mesmo que fez o Leonardo DiCaprio ;DD
-Mas esse É o Leonardo O_O
-Gente, tá tocando a música do Justin Bieber no celular de alguém, escutem
-É o teu, Mozinha!
-All the single LADDIE!

Amo muitooo vocêeeeeees!! <3
Jayne, Mozinha, Marlon, Eric e Igor, o dia de hoje não poderia ter sido melhor, e foi tudo por causa de vocês. Vocês que me fizeram rir sem parar, que me aguentaram gritando até por causa de um fósforo, que gastaram dinheiro jogando e que, afinal, demonstraram, mesmo sem palavras, que eu tenho em quem confiar. Vou morrer de saudade de vocês, minha galerinha. :)
*-É o mesmo que fez o Leonardo DiCaprio ;DD
-Mas esse É o Leonardo O_O
-Gente, tá tocando a música do Justin Bieber no celular de alguém, escutem
-É o teu, Mozinha!
-All the single LADDIE!

Amo muitooo vocêeeeeees!! <3
22.3.10
Perdido
Nas últimas vezes ele acreditou tanto que o final veio incontrolavelmente mais rápido. Acreditou tanto que daria certo, que acabou dando errado. E agora ele para e pensa que, bom, o desfecho o fez perceber que alguma coisa realmente estava fora do lugar. Talvez os horários. Talvez os encontros. Talvez ele mesmo.
Mas alguém, da forma mais direta possível, confessou ser o amor da vida dele. Esse alguém tocou-o de uma forma deveras intensa. Engraçado, logo esse alguém que havia desaparecido por tanto tempo, que ele acreditava já não lembrar-se dele. Então, acreditou em uma solidão ainda maior. Acreditou absolutamente que não daria certo de maneira alguma.
Mas o final até agora não veio.
Mas alguém, da forma mais direta possível, confessou ser o amor da vida dele. Esse alguém tocou-o de uma forma deveras intensa. Engraçado, logo esse alguém que havia desaparecido por tanto tempo, que ele acreditava já não lembrar-se dele. Então, acreditou em uma solidão ainda maior. Acreditou absolutamente que não daria certo de maneira alguma.
Mas o final até agora não veio.
4.3.10
Cortina de flores
As gotas da chuva lá fora passam pela janela entreaberta, molhando o sofá que geme de velhice. Caem de um céu escuro e macabro. A luz do heliporto lá em cima do morro lança-se sobre os casebres tímidos e perigosamente vacilantes. Carros passam incessantemente na rua, parecem desfilar, mas na janela já não há alguém para olhá-los. Quem estava lá perdeu-se entre os lençóis descosturados e mal-cheirosos do colchão fino e desconfortável jogado ao canto do quarto. Mas esse alguém não importa-se com detalhes tão banais: está sonhando.
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